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domingo, 16 de julho de 2017

Todos querem passar em um concurso

Todos querem passar em um concurso (Foto: Maycon Nunes)
Raissa aproveita as horas vagas do curso de Pedagogia para se dedicar a disciplinas obrigatórias em concursos da sua área (Foto: Maycon Nunes)
Em um país onde o desemprego atinge mais de 14 milhões de pessoas, garantir um emprego virou motivo de insônia para os universitários. Prestes a pegar o diploma, agora eles têm a preocupação em sair do Ensino Superior e não conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Muitas vezes, a angústia é maior do que conseguir uma boa nota no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Quase terminando um curso de licenciatura em Pedagogia pelo Instituto Federal do Pará (IFPA), a bolsista e animadora de festas Raissa Alves divide o tempo livre entre estágio obrigatório, matérias finais da graduação e estudos para concursos no serviço público. A grana para bancar o cursinho ainda não veio, mas ela já estuda para vagas voltados à área escolar, a sua preferida. “Acredito que, depois da faculdade, vou precisar conseguir um emprego de manhã ou de tarde para poder fazer as aulas à noite”, antecipa a jovem universitária.
Aos 22 anos, ela fez seu primeiro concurso, para o Tribunal de Contas do Município, em 2014, só mesmo como teste. Depois de entrar na graduação, decidiu buscar seleções voltadas somente à sua área. “Ainda quero especialização, mestrado e o TCC está chegando. Então, não penso ainda em tentar outros cargos. Mas já coloquei na cabeça que é a forma que tenho de garantir o futuro”, conta.
Esse mesmo objetivo fez o técnico em Edificações Túlio Cruz, 22 anos, dividir os ritos do último semestre da faculdade de Análise e Desenvolvimento de Sistemas com um rígido planejamento de estudos envolvendo apostilas, vídeo-aulas e horas a fio resolvendo exercícios preparatórios para provas de concurso público. “O serviço público acaba sendo a única forma de se obter estabilidade financeira, já que praticamente todas as áreas profissionais estão em dificuldades”, justifica ele, que começou a participar de certames há 2 anos. Túlio já fez até cursinho, mas percebeu que rende mais estudando em casa.
DEDICAÇÃO 
Já formado, mas ainda sem emprego, ele se dedica exclusivamente aos estudos, e quando pode acompanha as maratonas de aulas dos cursinhos locais. Os gastos com material, que são altos, ele arca com ajuda da mãe e com “bicos” que faz em sua área, que é a de Informática. Túlio garante cumprir, sem faltas, o esquema de estudos ao qual se propôs. “ Quando trabalhava, sofria para cumprir as horas, mas dava meu jeito. Financeiramente é puxado, devido os preços dos materiais e dos cursinhos de Belém”, admite ele, que mora em Santa Izabel do Pará, distante 40 quilômetros da capital.
Para conquistar o sonho de ser aprovado em um concurso para o cargo de agente da Polícia Federal, o rapaz não estabeleceu prazos. “Estudo continuamente. Hoje, percebo que o conhecimento é cumulativo”, garante. Ele também mantém o otimismo. “A gente estuda, estuda, estuda a mesma coisa, até que uma hora vai dar certo”, diz. Por se submeter a um conteúdo programático extenso, ele não se priva de tentar outras vagas, em áreas administrativas.
"O serviço público acaba sendo a única forma de se obter estabilidade financeira, já que praticamente todas as áreas profissionais estão em dificuldades”, Túlio Cruz, 
analista de sistemas (Foto: Reprodução)
Dez meses depois de formada, só vagas temporárias
A professora Luciana Fernandes, 39 anos, concluiu a graduação em Pedagogia há 10 meses, mas desde bem antes disso já estudava pensando no lançamento de editais para cargos na rede pública de ensino estadual ou municipal. No início deste ano, ela resolveu investir e entrou em um cursinho preparatório, bancado por ela graças ao fato de estar substituindo um outro educador, que está de férias, em uma escola voltada à educação especial. “A intenção é ter estabilidade. Está cada vez mais difícil conseguir um emprego fixo”, reforça. “Não sei realmente quando os editais irão sair, e se eu vou conseguir me manter onde trabalho hoje. Mas o concurso, de uma forma ou de outra, é o foco”, reforça.
Tendência é que disputas fiquem mais competitivas
Com a oferta de emprego caindo, o concurso público virou sinônimo de empregabilidade, sustentabilidade e estabilidade para milhões de pessoas que seguem formadas e até às vezes pós-graduadas, mas sem ter onde trabalhar. Mas o mastercoach de carreiras, Emerson Cartagenes, alerta que conseguir a tão sonhada aprovação pode ser tão difícil quanto ter uma colocação no mercado de trabalho. “É uma opção interessante, com certeza, e com a situação econômica da forma como está, deve ser uma tendência optar pelo emprego público”, confirma. “Mas não é estudando de forma informal e sem comprometimento que se consegue, quanto mais gente procura, mais competitivo se torna esse tipo de seleção. A pessoa tem que se profissionalizar em aprender para passar”, indica.
PREPARE-SE
Confira características citadas pelo coach Emerson Cartagenes, que podem ajudar no processo de preparação para concursos:
- Capacidade de organizar a própria agenda
- Autodisciplina
- Mapear as próprias qualidades, no sentido de aprender mais e melhor
- Preparo técnico, estabilidade emocional e capacidade de síntese 
- Utilizar o tempo de forma inteligente
- Identificar pontos fracos e superá-los, para alavancar resultados
- Dinamizar a maneira de aprender

Para especialista em Marketing, o País vive uma crise na imagem dos políticos

Para especialista em Marketing, o País vive uma crise na imagem dos políticos (Foto: Divulgação)
“Os políticos têm de apresentar mais resultados para a sociedade” (Foto: Divulgação)
Com um cenário político de crise, o fim do financiamento privado das campanhas e as discussões sobre reforma política, não há outro jeito: para conquistar o eleitor, a classe política terá de se relegitimar e se reinventar. “Só é possível alterar esse quadro com uma agenda positiva e com a mudança de paradigmas, forma de pensar e de fazer a política”. Essa é a opinião de Aurízio Freitas, 49 anos, um dos maiores especialistas em Marketing Político no Brasil. Ele esteve em Belém no início de junho ministrando, na Câmara Municipal de Belém, o curso “Eleição é todo dia?”, sobre Comunicação Política e Marketing Eleitoral, que teve como foco o marketing governamental e a democratização do acesso às modernas técnicas de comunicação, além de promover um debate sobre as eleições municipais de 2018.
Aurízio é consultor político e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP) no Ceará. É graduado em Administração de Empresas, pós-graduado em Marketing Político e Eleitoral, Gestão e Finanças Públicas e Gestão da Comunicação e Marketing Institucional. Participou de mais de 70 projetos de consultoria política e de comunicação para candidatos, partidos, políticos com mandato, órgãos públicos e instituições, em diversos Estados brasileiros. 
Em 2018, redes sociais terão um papel importante na pauta política das eleições (Foto: Divulgação)
Qual a importância de um político cuidar da sua imagem não apenas em ano eleitoral?
Em primeiro lugar é importante deixar claro que a imagem do político é fruto essencialmente das ações e dos resultados apresentados em favor da população. Portanto, a construção e consolidação da imagem pública só podem ocorrer de forma efetiva no médio e no longo prazo. Assim, quem exerce a atividade pública deve encarar sua imagem e seu conceito perante a sociedade como um verdadeiro patrimônio político, construído a cada dia, em um processo de trabalho permanente. Nessa construção não há atalhos, mas sim a necessidade de alicerces bem estruturados com investimento de muito tempo e esforço por parte do político, além de recursos humanos, materiais e financeiros. 
Como a comunicação favorece isso?
A ausência da prática de prestar contas acaba possibilitando que aqueles que divulguem suas atividades se destaquem. Há dezenas de instrumentos de comunicação. Alguns mais simples como os pequenos impressos; outros mais sofisticados como os vídeos institucionais. Todos objetivam reafirmar e fortalecer o elo com a população, que concedeu ao político o seu mandato. Quem exerce função pública, remunerada pelo erário público, tem a obrigação de dizer, de forma eficaz, o que está fazendo. 
As mídias sociais ganharam um papel relevante não apenas nas campanhas eleitorais, mas na política como um todo. Que importância elas têm dentro desse contexto? 
Elas têm grande importância, pois a possibilidade de interagir com o público fortalece a atividade de prestação de contas, com os interessados podendo realizar perguntas e comentários sobre a atuação do mandatário, sugerir novas ações e compartilhar informações de forma rápida e permanente. As redes sociais também têm grande poder de mobilização, podendo despertar maior interesse em relação aos assuntos do mundo político e parlamentar. Atualmente quem não está conectado a este mundo já sai perdendo na disputa, certamente.
A imagem dos políticos, hoje, nunca esteve tão em baixa. Como mudar essa imagem nesse cenário de crise ?
A exposição sistemática de escândalos gerou o afastamento das pessoas da política. Só é possível alterar esse quadro com uma agenda positiva e com a mudança de paradigmas, na forma de pensar e de fazer a política. Os políticos têm de apresentar mais resultados para sociedade, ao invés de apresentar resultados para a própria classe política. É preciso que a classe política rompa com esse ciclo vicioso e se relegitime. Em paralelo, vejo muito gente nova e indignada, disposta a entrar na política para mudar o estado de coisas. Isso também é uma força que pressiona por mudanças dos atuais políticos, temerosos por perder espaço.
Então, essa percepção negativa sobre os políticos pode mudar?
O vínculo simbólico entre representante e representado se quebrou. É preciso mudar a forma como os políticos enxergam atualmente a atividade política, superando o formalismo e o distanciamento do cidadão comum. Por que os políticos não usam aviões de carreira? Por que não andam nas ruas e conversam com as pessoas? Por que não procuram saber in loco o que está afligindo o povo? E mais: com os avanços da tecnologia, por que não fazem encontros abertos online? As tecnologias da informação devem ser utilizadas para esclarecer a população como funcionam as instituições, para realizar a pedagogia da política e ampliar o envolvimento e o controle social. Em resumo: dar poder às pessoas, e não apenas receber.
Com as mudanças na legislação eleitoral e a Lava Jato, o que um político deve priorizar para conquistar o eleitor e o voto? Como serão as campanhas eleitorais daqui para frente?
Serão campanhas de diálogo com o eleitor, campanhas 3.0. Ou seja, campanhas mais interativas. Esta interação não deverá ocorrer apenas por meio da internet, mas sim em todas as atividades e em todos os momentos da campanha. O perfil de liderança na sociedade como um todo se modificou ao longo do tempo. Agora é a hora de um novo perfil de líder político. Portanto, nas campanhas, se destacarão aqueles políticos com habilidades interpessoais, capacidades de se relacionar e de expor com clareza o seu pensamento, ouvindo e respeitando as diversas opiniões e formulando sínteses.

Multidão encara sufoco e fila numa boa para curtir a praia

Multidão encara sufoco e fila numa boa para curtir a praia (Foto: Ney Marcondes)
Fila para pegar ônibus rumo a Mosqueiro ficou imensa por várias horas, na manhã de sábado (Foto: Ney Marcondes)
Amanhã de sábado foi de muito movimento e espera para quem saiu de Belém em direção aos balneários do Estado. No terceiro final de semana dessas férias de julho, tanto o Terminal Rodoviário de Belém, quanto a parada de São Brás de onde saem os ônibus para Mosqueiro ficaram tomados por passageiros.
Já nas primeiras horas da manhã, o pátio do Terminal Rodoviário já estava lotado. Por todo lugar que se olhava, uma grande quantidade de malas aguardavam no chão pelos passageiros. Sentados ou em pé, muitos ainda providenciavam a compra dos bilhetes. Dentre os destinos mais procurados, Mosqueiro era o que mantinha a maior fila.
Preparada para ficar no distrito pelos próximos 15 dias, a aposentada Paulina de Souza Jardim, 63 anos, não escondia a expectativa pela viagem de férias. “Para mim Mosqueiro é maravilhoso. Eu gosto de tudo: das praias, da Vila à noite”, enumerou, ao destacar que estava levando na bagagem todo o necessário para aproveitar o passeio. “Estamos levando ventilador, roupas, chapéu, tudo o que precisa”.
Também com uma grande quantidade de malas, a diarista Cleide Damasceno, 39 anos, seguia viagem para Mosqueiro com outras oito pessoas da família. O planejamento era aproveitar o final de semana e retornar à Belém já na segunda-feira. “Para nós Mosqueiro é uma boa opção porque reúne a família. Já tem uma parte dos parentes que já estão para lá”.
Veranistas esperam até 3h pelo ônibus
Na tentativa de aproveitar as férias com os quatro netos, o aposentado Carlos Roberto Cardoso, 60 anos, chegou à parada de onde saem os ônibus urbanos para Mosqueiro ainda por volta de 6h de sábado. Com o relógio já chegando em 9h, ele ainda não havia conseguido embarcar com destino ao distrito. “Eu não imaginava que 
estaria tão lotado”.

Apesar da longa espera, ele não perdia a animação. Junto com ele e os quatro netos, outras cinco pessoas da família seguiam para aproveitar o final de semana na ilha. Com tanta gente tentando sair da cidade para o mesmo destino, a fila que se formava em São Brás se estendia por um longo perímetro da calçada. Da praça que fica quase em frente ao Mercado de São Brás, a fila seguia até passar da Praça da Leitura e dobrar pela Terceira Vila do Conjunto IAPI.

Reforma Trabalhista: o que vai mudar?

O presidente Michel Temer sancionou na última quinta-feira(13), sem vetos, a Reforma Trabalhista, que deve começar a valer em 120 dias. A aprovação da reforma, tida pelo governo como uma de suas prioridades, divide opiniões. Afinal, o que muda, realmente, com a Reforma?
O DIÁRIO ouviu o advogado Daniel Cruz, presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado do Pará (ATEP-PA) sobre o tema. Na avaliação dele, o texto aprovado pelo Senado Federal, na última terça-feira (11), vai provocar uma profunda mudança na Justiça do Trabalho e nas relações de trabalho como conhecemos hoje. Para ele é uma grande vitória para o empresariado. “Melhora muito sua forma de contratação, e garante maior segurança na quantificação dos riscos da atividade”, explica. 
O advogado entende a Reforma Trabalhista como necessária para a competitividade do Brasil no mercado internacional, com a melhor otimização da atividade empresarial e a simplificação de alguns procedimentos para os advogados. Por outro lado, para Daniel, há o risco de enfraquecimento dos sindicatos e uma diminuição brutal nos direitos e garantias dos trabalhadores que, segundo ele, deveria ser gradual. “As garantias da antiga lei deveriam ser modificadas gradualmente”, diz. “Do jeito que foi feito vai gerar conflitos entre empresários e trabalhadores, bem como uma forte insurgência por parte da Justiça do Trabalho”, prevê o advogado. No quadro ao lado, o DIÁRIO mostra quais as principais mudanças e como estas afetam empregados e empregadores. 
ALTERAÇÕES
Em minuta enviada ao Congresso, o governo resolveu alterar a nova lei em alguns pontos, como a regulamentação da jornada 12h x 36h -que deve ser prevista em acordo coletivo; a regulamentação da jornada intermitente (quando o trabalhador é contratado sob demanda); e a proibição de grávidas de trabalhar em locais insalubres, por exemplo. 
Outro ponto revisto em relação à versão anterior é a salvaguarda para que um trabalhador contratado sob regime comum não possa ser demitido e recontratado imediatamente por meio de um contrato de jornada intermitente. Pela proposta da medida, será necessário um intervalo de 18 meses entre a demissão e a nova contratação.
PARA ENTENDER A REFORMA TRABALHISTA
PRINCIPAIS PONTOS
- Horas In Itinere: O tempo que o trabalhador passa em trânsito entre sua residência e o trabalho, n a ida e na volta da jornada, com transporte fornecido pela empresa, deixa de ser obrigatoriamente pago ao funcionário.
- Tempo na empresa: Pelo texto, deixam de ser consideradas como integrantes da jornada atividades como descanso, estudo, alimentação, higiene pessoal e troca do uniforme. 
- Descanso: Atualmente, o trabalhador tem direito a um intervalo para descanso ou alimentação de uma a duas horas para a jornada padrão de oito horas diárias. Pela nova regra, o intervalo deve ter, no mínimo, meia hora, mas pode ser negociado entre empregado e empresa. Se esse intervalo mínimo não for concedido, ou for concedido parcialmente, o funcionário terá direito a indenização no valor de 50% da hora normal de trabalho sobre o tempo não concedido.
- Rescisão: A rescisão do contrato de trabalho de mais de um ano só é considerada válida, segundo a CLT, se homologada pelo sindicato ou autoridade do Ministério do Trabalho. A nova regra revoga essa condição.
- Rescisão por acordo: Passa a ser permitida a rescisão de contrato de trabalho quando há “comum acordo” entre a empresa e o funcionário. Nesse caso, o trabalhador tem direito a receber metade do valor do aviso prévio, de acordo com o montante do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), até o máximo de 80%, mas não recebe o seguro-desemprego.
- Comissão de fábrica: Toda empresa com mais de 200 empregados deverá ter uma comissão de representantes para negociar com o empregador. A escolha será feita por eleição, da qual poderão participar inclusive os não-sindicalizados.
- Danos morais: A indenização a ser paga em caso de acidente, por exemplo, passa a ser calculada de acordo com o valor do salário do funcionário. Aquele com salário maior terá direito a uma indenização maior, por exemplo.
- Quitação anual: O novo texto cria um termo anual, a ser assinado pelo trabalhador na presença de um representante do sindicato, que declara o recebimento de todas as parcelas das obrigações trabalhistas, com as horas extras e adicionais devidas.
- Salários: Benefícios como auxílios, prêmios e abonos deixam de integrar a remuneração. Dessa forma, não são contabilizados na cobrança dos encargos trabalhistas e previdenciários. Isso reduz o valor pago ao Instituto Nacional do Seguo Social (INSS), e, consequentemente, o benefício a ser recebido.
- Salários altos: Quem tem nível superior e recebe valor acima do dobro do teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (cerca de R$ 11 mil) perde o direito de ser representado pelo sindicato e passa a ter as relações contratuais negociadas individualmente.
O QUE NÃO MUDA
- O FGTS e a multa de 40%: O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não deixa de existir com a reforma trabalhista.
- O 13º salário : O pagamento do 13º salário é um direito que continua valendo e que não poderá ser retirado nem por negociação coletiva.
- Jornada de trabalho de até 44 horas semanais: Pela regra atual, a jornada é limitada a 8 horas diárias, 44 horas semanais e 220 horas mensais. A partir da reforma, a jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, respeitando o limite de 44 horas semanais (ou 48 horas, com as horas extras) e 220 horas mensais.
- Férias: Pela nova regra, empregador e empregado podem negociar as férias em três períodos, desde que ao menos um deles seja de no mínimo 15 dias corridos. O terço constitucional pago sobre o valor das férias continua vigorando.

Riscos de câncer de pele aumentam com o calor de Belém

Riscos de câncer de pele aumentam com o calor de Belém (Foto: Mauro Ângelo)
Nos dias de sol forte, todo o cuidado é pouco. A sombrinha é sempre uma boa escolha (Foto: Mauro Ângelo)
A temperatura média de Belém, durante o ano, é de 26º C. Em julho, o calor fica mais intenso, com a máxima podendo chegar a 32º C. Por isso, a região é propícia para a ocorrência de problemas de saúde ocasionados pela extensa exposição a raios solares. Entre eles, está o câncer de pele, considerado por especialistas o tipo de câncer mais comum no País. Esse tipo de câncer é causado pela radiação solar, que faz com que células da pele se multipliquem de forma errada, o que pode gerar uma série de outros problemas. 
Segundo a médica cirurgiã oncologista Ana Paula Borges, há dois tipos principais de câncer de pele: o melonoma, que é mais raro, porém mais grave; e os não-melonoma, mais comuns e menos letais. “A incidência do melonoma é pequena, de apenas 3% no Brasil, sendo ainda menor no Pará. Mas ele é muito grave, devido sua alta possibilidade de metástase, e pode levar a morte”, continua a cirurgiã. 
Ela explica que a incidência em pessoas mais brancas é maior, visto que a melanina acaba protegendo peles mais escuras. Além disso, existe uma predisposição genética. “Se já houve casos de melonoma em familiares anteriormente, é preciso ficar mais atento”, ela alerta.
Já os cânceres não melanoma são principalmente os carcinoma basocelular ou espinocelular. Não são considerados letais, mas podem causar lesões e deformidades na pele, sobretudo nos braços e rostos, que são regiões mais comumente atingidas. Pessoas que possuem queimaduras externas e outros tipos de feridas crônicas devem tomar ainda mais cuidados, pois estão mais vulneráveis a desenvolver o problema.
PROTEJA-SE
Como formas de proteção, a médica indica a utilização de coberturas, como chapéus e sombrinhas, além de óculos de sol e muito protetor solar. “Protetores de fator acima de 50 são os melhores para protegerem contra esse tipo de radiação. Principalmente no sol alto das 10h até as 15h”, orienta. Além disso, a médica chama a atenção para o cuidado com as crianças, que deve ser ainda maior. “É uma fase em que elas acumulam muita radiação”, explica. A médica garante ainda que o diagnóstico precoce é o melhor curso de ação para curar o câncer. “As chances são de 90% de cura se for tratado ainda no início”, assegura.
Mesmo sob o sol, muitos Belenenses não procuram se proteger
Nas ruas, o DIÁRIO ouviu belenenses para saber se eles costumam se proteger. A estudante Luciane Souza, 14 anos, diz que tem sempre cuidado com o sol. “Passo protetor quase sempre e uso óculos escuro pra sair quando tá quente e chapéu também”.
Já a técnica em logística Rafaela Souza, 27, diz que é meio desligada. “Confesso que não tomo muito cuidado não. Mas uso óculos pra proteger a vista e costuma andar de sombrinha. Hoje até esqueci de trazer o protetor pra ir pra Mosqueiro, vou ter que comprar lá.”
O promotor de vendas Jonathan Brasil, 25, diz que mudou de hábito após ter problemas na pele. “Eu não costumava me cuidar. Mas tive um problema que deixou minha pele descascando, foi quando comecei a ter mais atenção”, lembra. “Hoje uso protetor, ando de óculos. Quando vou a praia, fico sempre numa parte mais coberta.”
Cuidado com o sol
- Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
- Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
- Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV 
ultrapassam o material.
- Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. 
- Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
- Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
- Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
- Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

Jader Barbalho cobra ações que previam investimentos no Marajó

Jader Barbalho cobra ações que  previam investimentos no Marajó (Foto: Mauro Ângelo)
Jader Barbalho lamenta a falta de investimentos para a melhoria de vida da população que vive na região, como no município de Soure (Foto: Mauro Ângelo)
Há 11 anos o Governo Federal lançou um programa que reacendeu a esperança na população do Marajó. O Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó, inserido no Plano Plurianual (PPA) 2008-2012 e lançado em 26 de julho de 2006, não vingou. As ações foram interrompidas e não há definição sobre o seu futuro. Enquanto isso, distante do foco do Governo do Pará e do Governo Federal, a população marajoara sofre com o isolamento, com o crescimento da violência e com os crescentes desníveis sociais.
A previsão é que já tivessem sido investidos R$ 2 bilhões em um plano que envolveria desde ações estruturais, como serviços básicos (saneamento, saúde e educação), até “diretrizes e ações governamentais para a implementação de um modelo de desenvolvimento construído em parceria com a sociedade local, capaz de mudar a face de atraso e pobreza em que se encontra a região”, conforme o texto do longo documento assinado por 31 órgãos do Governo Federal, entre administração direta e indireta naquele ano.
Preocupado com a falta de investimentos e de ações efetivas que contribuam para melhorar a vida da população marajoara, o senador Jader Barbalho (PMDB), encaminhou ao ministro da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, um Requerimento solicitando informações sobre o andamento do Plano. Jader pergunta ao ministro se já há programação para dar sequência ao Plano de Desenvolvimento, considerado uma das mais importantes iniciativas para a região.
PIORES IDHs 
Metade da população do maior arquipélago fluvio-marítimo do mundo vive em situação de completo abandono por parte do Estado brasileiro. O resultado do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) colocou oito dos 16 municípios marajoaras como os piores do Brasil sendo Melgaço o pior deles, com 0,418 em uma escala de 0 a 1,0.
Além de Melgaço, estão inseridos nos mais baixos índices de desenvolvimento humano os seguintes municípios do Marajó: Chaves (453), Bagre (471), Portel (483), Anajás (484), Afuá (489), Curralinho (502) e Breves (503). Estes estão na lista dos 50 piores resultados por municípios do Brasil.
O Plano Marajó
Com investimentos previstos de quase R$ 2 bilhões em todo o território do arquipélago do Marajó, o Plano de Desenvolvimento previa a emancipação econômica de uma das mais pobres regiões do Brasil, detentora de péssimos indicadores sociais. O plano previa assistência aos 16 municípios marajoaras com ações em infraestrutura, sobretudo em rodovias; atenção básica de saúde, principalmente no combate aos surtos de malária; e todo o ordenamento territorial da região.


Povo marajoara sofre sem serviços básicos 

Jader Barbalho já cobrou informações anteriormente. Ele lembra que, nos últimos anos só vem obtendo informações vagas. “O Governo Federal já extrapolou todos os prazos previstos no Plano. Como entender esse quadro de abandono e pobreza em um Estado onde foi construída recentemente o maior projeto de infraestrutura do Brasil, e talvez do mundo, em investimento, que é a Usina de Belo Monte?”, argumenta.
Na opinião do senador paraense, os baixos índices de desenvolvimento humano na região do Marajó demonstram uma junção da insensibilidade e da incompetência dos órgãos públicos envolvidos no Plano de Desenvolvimento. “Solicitei informações que devem ser prestadas sob pena de condenarmos, em definitivo, uma população que enfrenta todo tipo de adversidades, que vão desde a prostituição infantil, o tráfico humano, a falta de estrutura em serviços básicos como saúde e educação, que só tendem a se agravar”, protesta. Para Jader Barbalho, é difícil compreender como estamos entre os piores se temos a maior província mineral do mundo, e tantas riquezas e potencialidades econômicas que contribuem decisivamente para o equilíbrio da balança  comercial do Brasil.
Nos últimos anos os projetos de manejo previstos no Plano foram paralisados e a região perdeu sua principal fonte de recursos. Jader Barbalho quer saber o que fizeram de 2007 até agora os órgãos federais coordenados pela Casa Civil da Presidência da República envolvidos nas ações do Plano Marajó.

Projeto quer diminuir trabalho infantil no Pará

Projeto quer diminuir trabalho infantil no Pará (Foto: Ricardo Amanajás)
Weverton (à frente) e David trabalham como jovem aprendiz no TRT, em Belém (Foto: Ricardo Amanajás)
O jovem Weverton Bernardes Teixeira, 17 anos, começou a trabalhar aos 13 anos. A última ocupação foi de ajudante de palhaço em aniversários e eventos. O trabalho era ocasional e rendia de R$ 30 a R$ 50 por participação. “Meus pais nunca me obrigaram a trabalhar. Fazia porque eu queria ajudar eles e ter algum dinheiro para comprar minhas coisas”, diz o estudante, que cursa o 2º ano do Ensino Médio.
Com o pai desempregado e a mãe garçonete, Weverton faz capoeira. Seu professor é conselheiro tutelar e o levou até a Associação dos Moradores do Bengui onde conheceu o projeto da Comissão de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8). 
O projeto recupera crianças, jovens e adolescentes do trabalho degradante e incentiva o retorno à escola e o encaminhamento ao primeiro emprego. “Desde janeiro trabalho no setor de Tecnologia do TRT. Trabalho 4 horas como jovem aprendiz, ganho um salário mínimo e vale-transporte”, diz. Weverton faz parte de um projeto criado pela desembargadora Maria Zuíla Lima Dutra, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (Pará e Amapá), chamado “Não ao trabalho infantil e sim ao direito de sonhar”. A princípio, ela identificou que, de 216 mil alunos de 6 a 16 anos, de escolas públicas de 33 municípios do Pará, um quarto deles são trabalhadores infantis.
David William Dantas, também com 17 anos, trabalha no mesmo setor que Werverton no TRT-8 e tem uma história bem parecida: trabalha desde os 14 anos e não ganhava nem R$ 200,00 mensais como ajudante de pedreiro. “Minha vida melhorou muito. Quero fazer doutorado e mestrado em Ciência da Computação!”, sonha. 
FAMÍLIA
Dos trabalhadores infantis no Pará, a renda obtida por 76% deles contribui diretamente na manutenção da família. Além disso, 93% dos casos de evasão escolar estão relacionados ao trabalho infantil. “Queríamos aprofundar nosso conhecimento para poder agir”, conta a desembargadora Zuíla. O projeto conseguiu reunir mais de 100 voluntários, chamados de “padrinhos cidadãos”, que apoiam duas mil crianças e adolescentes que trabalham ou estão em situação de extrema vulnerabilidade social.
O padrinho passa a acompanhar a criança e muitas vezes também a sua família, para dar formação educacional e cultural adequada. “Para aqueles que precisam, efetivamente trabalhar, como é o caso de Weverton, é importante que eles se mantenham na escola”, afirma a desembargadora Zuíla.
TRISTE ESTATÍSTICA - TRABALHO INFANTIL
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2,6 milhões de crianças entre 5 e 17 anos são atingidas pelo trabalho infantil degradante, sendo que 70 mil têm de 5 a 9 anos, faixa etária em que o índice de trabalho vem aumentando nos últimos anos. Na Região Norte, 311 mil crianças e adolescentes possuem uma rotina pesada de trabalho, sendo 168 mil somente no Estado do Pará.

domingo, 28 de agosto de 2016

Walter Bandeira completaria 75 anos este mês


Walter Bandeira completaria 75 anos este mês  (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Ele nasceu no dia 31 de agosto de 1941 para ficar conhecido como a grande voz do Pará. Mas Walter Bandeira foi mais que cantor. Foi também locutor, pintor, ator, professor, bacharel em Filosofia e poliglota fluente em francês. Começou sua vida artística cantando em uma boate no fim da década de 1960 e acompanhou o início da carreira de cantoras como Jane Duboc e Leila Pinheiro. A saudade de sua exuberância sobre o palco, sua delicadeza na pintura e sua amizade incondicional fizeram com que familiares e amigos dessem vida ao projeto “Walter 75”, que, ao longo deste ano, realizará uma série de eventos em sua homenagem.
“A gente se conheceu para ficar amigo por volta de 2002. Posso dizer que nossa amizade não foi tão antiga, mas muito intensa”, declara a arqueóloga Edithe Pereira, responsável por filmar e fotografar várias apresentações do cantor. “Sinto falta das conversas. A gente varava a madrugada assim.”
PROJETO “WALTER 75”
Edithe acabou coordenando o projeto “Walter 75” junto com a arquivologista Nazaré Lima, que foi também figurinista durante muito tempo do grupo Cena Aberta e teve convivência de muitos anos com o lado ator de Walter. As duas estavam catalogando as suas pinturas em aquarela desde 2014 e, ao relembrarem que em breve ele completaria 75 anos, decidiram por em prática algumas ideias de homenageá-lo, iniciando por uma exposição dessas obras.
“As próprias aquarelas que ele pintava, às vezes ele jogava e dizia: ‘Ah, fica com essa porcaria, tá horrível!’, mas ele sabia que era multitalentoso”, recorda, Edithe, com saudade. “Agora veio a ideia de mostrar esse lado pouco conhecido dele”, comenta Edithe.
As pinturas foram enviadas pela filha do cantor, Simone Bandeira, ao apartamento de Nazaré. “O que ele deixou precisa ser visto e conhecido por essa nova geração que está chegando, que não o conheceu ou não conheceu o artista completo que ele era”, diz Simone.
PALCOS VAZIOS
Após a morte, em junho de 2009, aos 67 anos de idade, a voz e as performances de Walter Bandeira que sempre atraíam grande público também deixaram nos palcos um vazio nunca superado. Passou por eles com a banda musical Quinteto Sam & Walter Bandeira, que criou nos anos 1970 com o pianista Leslie “Sam”. Foi crooner dos pianistas Guilherme Coutinho e Álvaro Ribeiro. Fez sucesso na década de 1980 com o grupo Gema. Apresentou-se inúmeras vezes no Teatro Waldemar Henrique, onde fez “Assim”, um de seus shows mais memoráveis. Como ator, além dos palcos, passou pelo set de vários filmes, incluindo o longa “Lendas Amazônicas” (1998), ao lado de Cacá Carvalho e Dira Paes.

Aquarelista de mão cheia
Um artista de muitas facetas, a exposição “Walter Bandeira – O Canto das Aquarelas”, aberta até o dia 29 de setembro, no Museu da UFPA, vem mostrar o lado mais delicado do paraense que era uma verdadeira explosão sobre os palcos. A mostra conta com 60 aquarelas que apresentam temas variados e cuja visitação é acompanhada de uma trilha sonora do cantor.
Uma parte das obras expostas ficará sob a guarda do museu e outras poderão ser adquiridas pelos interessados em ter em casa o lado artista plástico de Walter Bandeira, que chegou a produzir cerca de 200 pinturas ao longo da vida. Generoso, o artista presenteava os amigos com suas obras, mas a maioria nunca saiu do seu espaço de criação.
“É uma produção interessante, porque difere muito do perfil que a gente conhece dele nos palcos, de pessoa exuberante, irreverente, uma maneira de se expor que não é como se mostra nas aquarelas: delicado, sutil, com cores discretas na maior parte delas e com grande domínio do desenho, embora a maior parte seja baseada em algo mais abstrato”, detalha Jussara Derenji, diretora do Museu da UFPA.

PARA RELEMBRAR
Show
Dia 31, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, com direção musical do contrabaixista Adelbert Carneiro, o show vai contar com a participação de cantores e músicos que atuaram com Walter, como Andréa Pinheiro, Lucinnha Bastos, Mahrco Monteiro, Eloi Iglesias e Luiz Pardal.

Livro
O livro “Walter e Gema” está previsto para ser lançado em novembro deste ano. A obra, de autoria do professor Advaldo Castro Neto, conta a carreira do cantor no período de 1981 a 1992, com o Grupo Gema, formado por Nego Nelson, Bob Freitas, Dadadá, Kzan Gama e Sagica.
Discografia
Será feita a remasterização do LP “Walter Bandeira” e lançado em CD. Além deste, o CD “Guardados & Perdidos”, de Walter Bandeira e Paulo José Campos de Melo, será reeditado. O álbum traz composições de Chico Buarque, João Bosco, Jacques Brel e do próprio Walter.

Cartuns
Em setembro, a Casa das Artes, da Fundação Cultural do Pará, também deve receber uma mostra com diversos artistas homenageando o cantor com cartuns e caricaturas.

Doc
A TV Cultura está produzindo um documentário – que já tem um trecho sendo exibido na exposição no Museu da UFPA – no qual reúne entrevistas do cantor, entre outros registros de sua carreira como repórter.

PARA ENTENDER
Exposição “Walter Bandeira - O Canto das Aquarelas”

Quando: Até 29 de setembro, de segunda a sexta, das 8h às 18h. Onde: Museu da UFPA (Governador José Malcher, 1192, esquina da Generalíssimo Deodoro). Quanto: Entrada franca.

Batida paraense faz sucesso na pista


Batida paraense faz sucesso na pista (Foto: Divulgação)
DJ Mam tem diversas parcerias com paraenses e já teve uma música remixada por Waldo Squash (Foto: Divulgação)
Já é reconhecido o espaço que a música paraense ganhou dentro e fora do país com nomes como Dona Onete e Gaby Amarantos, mas existe um segmento musical que tem cada vez mais adeptos da nossa peculiar batida dançante: a música eletrônica. DJs de todos os cantos do Brasil começam estão incluindo músicas paraenses nas suas mixagens, ou mesmo criando suas batidas inspirados em elementos do carimbó, do siriá e até do retumbão de Bragança.
Entre os destaques nacionais, temos o DJ Mam (RJ), que chegou a fazer parcerias com os músicos paraenses Marco André, o Trio Manari e Silvan Galvão, percussionista radicado no Rio de Janeiro e que em breve deve ter um carimbó de sua autoria remixado pelo DJ carioca.
“A primeira música que identifiquei como ‘paraense’ foi quando eu era muito criança. Era ‘Sinhá Pureza’, do Pinduca. Dancei eesa música na escola misturada com coisas de quadrilha junina, ou seja, eu já conheci a música do Pará a partir de uma mistura. E anos depois, com a Gaby e o tecnobrega”, conta o DJ.
No disco “Sotaque Carregado”, no qual DJ Mam se propunha a trazer diversos ritmos do Brasil somados à música eletrônica, o Pará não teve como ficar de fora. “O coprodutor do disco era também co-produtor do Trio Manari, conhecia meu interesse pela cultura do Pará e me convidou para compor uma música para o disco deles. A minha ideia foi fazer um diálogo entre o samba do Rio e o carimbó do Pará, e nasceu a música ‘Sambarimbó’, que depois eu remixei para o meu disco”, explica.

Sotaque carregado
Para internacionalizar essa conexão Rio-Pará, DJ Mam afirma que não podia existir ferramenta melhor que a música eletrônica. “Ela serve como veículo para apresentar ao mundo a música brasileira”, defende. E parece que esse “veículo” é mesmo eficaz.
DJ Deeplick, conhecido por trabalhos com Shakira e Claudia Leitte, em 2014 remixou “Sambarimbó” e ela foi parar em disco do selo dinamarquês Music for Dreams. Em 2015, Mam incluiu esta versão de Deeplick no álbum “Sotaque Carregado”, indicado ao Prêmio da Música Brasileira.
O DJ alemão Daniel Haaksman tem um remix para “Problema Seu”, de Felipe Cordeiro, e os ingleses do Pet Shop Boys lançaram este ano o álbum “Super”, com a faixa “Twenty-Something” no ritmo do tecnobrega.
Mam ainda aguarda ansiosamente autorização de Dona Onete para um remix da música “Jamburana” e muito se emociona com o remix de “Streap Cabocla”, de sua autoria. “Eu a fiz toda inspirada no tecnobrega do Waldo Squash. Chamei o Uaná System (projeto de Waldo com Luan Rodrigues) para remixá-la e, quando ouvi a versão deles, chorei muito”, conta o carioca.

CONHEÇA OUTROS DJS BRASILEIROS QUE CURTEM UMA BATIDA DIFERENTE

 Banguês e Marujada
Músico, pesquisador, produtor, filho de paraense, DJ Tudo (SP) não só inclui vários ritmos à sua atuação como DJ, mas realmente desenvolve um trabalho de registro de músicas tradicionais. Ele costuma vir muito a Cametá e se diz um apaixonado pelos bois paraenses, o samba de cacete e o banguê. Entre as muitas pesquisas de ritmos que já fez por aqui, pode-se incluir ainda os ritmos que compõem a tradicional festividade da Marujada de Bragança.

Beats Tropicais
Músico, sound designer e pesquisador, DJ Tide (SP) sempre teve grande interesse pela cultura popular das regiões tropicais. Entre seus remixes está “Stream Carimboss”, uma releitura de “Sinhá Pureza”, e a toada “Eu Não Sou Norte-Americano”, do paraense Mestre Cardoso, que na gravação ainda inclui arranjo e flauta do paraense Fábio Cavalcante, além de banjo e vocal de Allan Carvalho.

Unidade oncológica faz ação de combate ao tabagismo em Tucuruí

A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr Vitor Moutinho (Unacon) promoverá campanha em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Tabagismo nesta segunda-feira (29), em Tucuruí, no sudeste do Pará.
A ação é organizada pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) tem objetivo de conscientizar a população sobre os perigos do fumo que causa não apenas transtornos mentais e comportamentais, como também a principal causa de adoecimentos e mortes precoces no mundo.
De acordo com a enfermeira oncologista Juliana Lima Oliveira, o fumo está associado à mortalidade por diversos tipos de câncer e é responsável por 90% das mortes nesse tipo de ocorrência no Brasil.
“É nosso papel evidenciar os perigos do fumo e suas doenças associadas. Cerca de 30% dos cânceres não existiriam mais se as pessoas deixassem de fumar”, informou.
Na segunda-feira, uma palestra que discutirá a ações de combate do tabagismo, além dos seus malefícios à saúde, acontecerá de 14h às 17h no Unacon. Às 15h, alunos da Escola de Ensino Fundamental “Rui Barbosa” participaram de palestra em sala de aula, ministrada por membros da equipe de enfermeiros da Uncon.

Evento do Dia Nacional de Combate ao Tabagismo acontece em Belém

A Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) promove na manhã desta segunda-feira (29) um evento para comemorar o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo na praça Batista Campos, em Belém. A secretaria realizará atividades e orientações à população para combater o tabagismo.
De acordo com os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de 2015, o Pará possui 380 mil fumantes. O empresário Celso Castro pertencia ao índice do SUS há seis meses, ele fumava duas carteiras de cigarro ao dia e decidiu parar quando percebeu que não estava mais conseguindo realizar tarefas de rotina relativamente fáceis.
“Subir um lance de escadas era quase impossível, e hoje é fácil quase como andar. E aí você vai sentindo a mudança do teu corpo com a mudança de hábito”, disse o empresário. “E um habito que traz muitos malefícios”, concluiu.
De acordo com a pneumologista Fátima Amine, o risco de o fumante desenvolver câncer pulmonar é 10 vezes maior que um não fumante, além de contrair uma série de doenças relacionadas ao trato respiratório.
“Está sujeito a um grande risco de câncer, de enfisema pulmonar, doenças cardiorrespiratórias e isquêmicas”, afirmou a pneumologista
O evento de combate ao tabagismo está programado para iniciar às 9h de segunda, na praça Batista Campos, em Belém.

Ver-o-peso, ver as frutas, ver as pessoas...


Ver-o-peso, ver as frutas, ver as pessoas... (Foto: Rogério Uchôa)
(Foto: Rogério Uchôa)
"A canoa traz o homem / a canoa traz o peixe / a canoa tem um nome / no mercado deixa o peixe /(...) Ver o homem/ vera morte/ vero peso”. Assim como no poema do paraense Max Martins, aportar no Ver-o-Peso, em Belém, é encontrar um local cheio de ricas histórias, sobretudo dos que lá trabalham, seja na Feira do Açaí, nos mercados de ferro e de carne, ou em outros espaços do complexo. 
Maior feira ao ar livre da América Latina, o Ver-o-Peso nasceu como um entreposto fiscal no século XVII, em uma área que era formada pelo então igarapé do Piri. Ali, com base no peso dos produtos, eram tributadas todas as mercadorias que chegavam à cidade, ficando conhecido como ‘Casa de Haver o Peso’. A partir dali, a importância econômica e histórica do Ver-o-Peso para o Pará só cresceram. De tão conhecido, virou ponto turístico de Belém. Saiba a história de algumas pessoas que lá trabalham.

Abandonado, Conjunto virou "Terra de Ninguém"


Abandonado, Conjunto virou
(Foto: Divulgação)
O residencial Aruan ia beneficiar 700 famílias do município de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém. Financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida, a obra deveria ter sido entregue há 5 meses. Deveria. O fato é que, até hoje, a construção está parada e não há nenhuma previsão para que os moradores possam realizar o sonho da casa própria. O condomínio, feito em parceria pela Prefeitura, Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades, traz as marcas do abandono, com materiais se deteriorando e mato alto por todo o lado. 
O empreendimento foi lançado com festa promovida pelo prefeito Antônio Carlos Vilaça (PSC), no dia 26 de setembro de 2014, e ocupa um quarteirão inteiro da PA-151 (rodovia Moura Carvalho), naquele município. Quase 2 anos depois, o que se vê são 112 casas inacabadas e que hoje servem de depósito de material de construção que deveria ter sido utilizado nas unidades.
No local, 3 tratores estão se deteriorando sem nenhuma utilização. O mesmo ocorre com uma usina de preparo para argamassa. Há vários contêineres vazios. Em razão do abandono, duas invasões surgiram e aumentam ao redor do terreno. Dos quase 300 funcionários que atuavam nas obras, restaram apenas dois vigias e um encarregado, que, segundo os próprios, estão sem receber salário há 9 meses.
Em nota, a Secretaria de Assistência Social de Barcarena informou que é responsável apenas pela seleção de famílias que tenham perfil para o programa e que a obra é responsabilidade do Ministério das Cidades e Caixa Econômica. Segundo a prefeitura, a coordenação municipal do Programa Minha Casa Minha Vida entrou em contato com a Caixa Econômica no último dia 2 de agosto e informou que está rescindindo o contrato com a empresa responsável.

Memória do Pará está em ruínas


Memória do Pará está em ruínas (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)

Destruído. É este o estado do memorial em homenagem ao ex-governador do Pará, Magalhães Barata, localizado no bairro de São Brás, em Belém. O museu, que foi abandonado e fechado ao público, hoje não tem vidraças nas janelas nem porta. Dentro, o cenário parece de guerra. O odor é fétido, oriundo de dejetos humanos.
O monumento, que por anos guardou os restos mortais do político paraense, hoje serve de moradia para pessoas em situação de risco. O Memorial Magalhães Barata, também conhecido como Chapéu do Barata, foi inaugurado em 1989, em comemoração ao centenário do nascimento do ex-governador e, por um período, foi um museu aberto à visitação. Tempos depois, ficou fechado.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Aedes aegypti: Pará vistoriou 60% dos imóveis


Foto: Agência Pará
O número de imóveis vistoriados pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas no Pará, na mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika –, já representa 60,27% dos 1.840.433 estimados em todo o Estado. Ao todo, 1.109.211 imóveis, de 129 municípios paraenses, foram percorridos pelas equipes até a última quinta-feira (25), em busca de criadouros e para orientar a população sobre medidas de prevenção ao mosquito. ainda pelo balanço, 272.572 domicílios do Estado estavam fechados ou recusaram a vistoria.
Na última semana, o balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia, apontava apenas 340.808 estabelecimentos (18,5%) de 72 municípios do Estado. Em todo o País, a vistoria já chegou a 23,8 milhões imóveis, o que representa 35,6% dos 67 milhões estimados. O número inclui domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais.
“Tivemos um avanço importante e um alcance de domicílios e prédios muito positivo. O fundamental é estabelecer um processo de sustentação das visitas e dar continuidade a um ambiente seguro e livre do vetor”, destacou o secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira.
Rondônia é o estado que mais teve imóveis vistoriados percentualmente, com 132,5%. Foram 628,9 mil percorridos, 154,5 mil a mais do que o total estimado inicialmente (474,4 mil). Na sequência, o Piauí registrou o total de 113,6% (956,7 mil) e a Paraíba, 105% (1,2 milhão). Em números absolutos, Minas Gerais já percorreu 7,2 milhões de imóveis (101%); São Paulo, 6,2 milhões (38,3%); Rio de Janeiro, 3,7 milhões (55,5%); e Bahia, 3,6 milhões (82,6%).
Além dos estados líderes, Tocantins, Bahia e Mato Grosso superaram 80% de visitas. Goiás, Distrito Federal e Ceará já atingiram mais de 70% do total. Amapá tem registrados 404,1 mil (209%) imóveis trabalhados, mas informou que fará revisão dos números, pois registrou, no sistema, dados cumulativos sobre as visitas. Além disso, 88% dos municípios, ou seja, 4.901 dos 5.570 existentes em todos os estados do Brasil estão notificando as visitas no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR). Os dados são gerenciados pela Sala Nacional com base nas informações transmitidas pelas salas estaduais, a partir da mobilização para realização de visitas pelos municípios.
Entre os 41,5 milhões de imóveis informados pelas equipes locais de mobilização, 1,1 milhão de estabelecimentos foram recuperados, ou seja, houve sucesso no retorno de agentes e militares para acesso ao seu interior. “A presença constante dos agentes e a participação de um número expressivo de militares, além da realização de ações de mobilização por parte do governo federal, têm possibilitado o alcance de mais imóveis e municípios, convergindo para o nosso objetivo maior: a eliminação de focos do Aedes aegypti e a maior proteção da nossa população”, analisa o coordenador da Sala Nacional, do Ministério da Saúde, Marcus Quito.
Durante as visitas, foram identificados 1,3 milhão de imóveis com focos do mosquito, o que representa 3,3% do total de visitados. A meta é reduzir esse índice de infestação para menos de 1% de imóveis com foco. A Sala Nacional contabilizou a recusa de acesso a 155,2 mil imóveis, além de 9,2 milhões de domicílios fechados.
A base de imóveis a serem visitados considera os dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizado com informações de outras pesquisas periódicas do mesmo instituto de pesquisa. Verificou-se que vários municípios possuem quantitativo superior de imóveis, principalmente em municípios pequenos, novos e com empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida. Além disso, com a intensificação das ações de combate ao mosquito e a integração de vários agentes além dos órgãos de saúde, como Defesa Civil, bombeiros, policiais militares e voluntários, alguns municípios estão realizando e registrando no sistema mais de uma visita aos imóveis.

Acusado na morte de professor da UFPA será julgado


Acusado na morte de professor da UFPA será julgado (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)
O mototaxista Allan Franklin Ferreira Rego, de 25 anos, será submetido a júri popular na segunda-feira (29). Ele é suspeito de ter sido contratado para conduzir e dar fuga ao matador do professor universitário Raimundo Lucier Marques Leal Junior, 59 anos. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do estado do Pará (TJPA) nesta sexta-feira (26). 
O réu será defendido pelo defensor público Alex Noronha.  A promotora de justiça Rosana Cordovil atuará na acusação.
Consta no processo que o professor universitário e conselheiro do CREA/PA morreu após sair de uma oficina mecânica, onde levou seu carro para reparos.  Ele foi atingido na cabeça por quatro disparos de arma de fogo, por volta das 13h, do dia 04/08/2012. O crime aconteceu na passagem Três Irmãos, na Avenida Duque de Caxias, bairro do Marco. 
O mandante do crime, engenheiro químico Carlos Augusto de Brito Carvalho, que responde ao processo preso, foi quem levou no próprio carro o executor. Carlão, como é conhecido, sabia que a vítima levaria seu carro naquela oficina e contratou o mototaxista Allan Franklin para dar fuga ao executor.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram na identificação do veículo usado na fuga e levaram a policia ao paradeiro do condutor da moto e aos demais envolvidos.

Três bairros de Belém recebem vacinação hoje


Três bairros de Belém recebem vacinação hoje (Foto: Agência Belém)
Tapanã, Coqueiro e Parque Verde receberão a campanha de vacinação antirrábica neste sábado (27). (Foto: Agência Belém)
Os bairros do Tapanã, Coqueiro e Parque Verde receberão a campanha de vacinação antirrábica neste sábado (27)  para imunizar cães e gatos contra o vírus da raiva. A campanha acontecerá no horário de 8h as 17h, nas unidades de saúde do Tapanã, Satélite, Sideral e Parque Verde, no Coqueiro o pólo  será na igreja Quadrangular do bairro, no centro comunitário Jardim Brasil e no Maguari.
Ao todo serão 33 postos de atendimento, entre fixos e volantes. O objetivo é vacinar nove mil animais, e devem ser vacinados cães e gatos maiores de quatro meses e fêmeas que não estejam prenhas e não foram imunizados na campanha realizada em dezembro de 2015.
Os donos de cães devem levá-los presos em guias e os gatos devem ser transportados em gaiolas ou caixas especiais.

Elcione destina mais de R$ 20 milhões ao Pará


Elcione destina mais de R$ 20 milhões ao Pará (Foto: Lúcio Bernardo Jr.)
Emendas da deputada federal beneficiarão 27 municípios paraenses.Saúde foi contemplada com quase R$ 7 milhões. (Foto: Lúcio Bernardo Jr.)
A deputada federal Elcione Barbalho (PMDB) destinou, por meio de suas emendas individuais, quase R$ 22 milhões para o Estado do Pará, beneficiando 27 municípios. Para a saúde, área considerada prioritária pela parlamentar paraense, quase R$ 6 milhões servirão para estruturar as unidades de atenção básica de saúde em vários municípios. Já para a área de saúde especializada, a deputada Elcione destinou quase R$ 1 milhão para a aquisição de equipamentos hospitalares.
Na agricultura, a preocupação da deputada também é grande, por entender ser essa uma área de estratégia para a economia paraense. Neste setor, Ipixuna do Pará, Monte Alegre, Canaã dos Carajás e Garrafão do Norte receberão mais de R$ 2 milhões. O intuito é apoiar projetos de desenvolvimento da área. “Todo recurso que a gente consegue destinar para cada uma dessas cidades ainda é pouco, pois as deficiências são enormes”, destaca.
A parlamentar afirma que se esforça para conseguir contemplar o máximo possível de demandas dos municípios. “Cada vez que consigo fazer esse recurso chegar me sinto muito gratificada”, diz Elcione, que já está em seu 6º mandato como deputada federal.
PROJETOS
Ela conseguiu também a liberação dos restos a pagar de 2015 de mais R$ de 8 milhões para a conclusão de projetos que já estão em andamento em várias cidades. A deputada também destinou recursos para infraestrutura, turismo, atendimento às mulheres e Justiça (veja mais no box abaixo).

Após decisão, diretoria de sindicato é mantida


Após decisão, diretoria de sindicato é mantida (Foto:  Divulgação)
Presidente sindical Altir Carneiro chama corretores para sindicalizarem (Foto: Divulgação)
A juíza Nádila de Jesus de Oliveira, da 8° Vara da Justiça do Trabalho do Estado, decidiu pela legalidade da atual formação da diretoria do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Pará (Sindmóveis).
A decisão foi tomada após um corretor contestar judicialmente a última eleição na entidade, ocorrida no dia 17 de novembro de 2015, que elegeu Altir Carneiro como presidente do sindicato. A juíza não encontrou nenhuma ilegalidade na votação e decidiu pela validade do pleito. “Não houve o que contestar. A eleição foi toda dentro da lei”, enfatiza Altir.
A nova diretoria ficarão à frente do sindicato até 31 de dezembro de 2018. “Ninguém é obrigado a se sindicalizar e nem a se recadastrar. Mas é muito importante para a classe ficar fortalecida”, afirma presidente. No Pará há cerca de 10 mil corretores, mas muitos ainda não são sindicalizados. “Convidamos os nossos colegas a virem até Sindmóveis rever sua situação”, diz Altir.

Feirantes enfim conhecem projeto de reforma


Feirantes enfim conhecem projeto de reforma (Foto: Elcimar Neves)
Feirantes se reuniram com membros do Iphan para conhecer e avaliar projeto de revitalização do Ver-o-Peso (Foto: Elcimar Neves)
Os feirantes finalmente tiveram acesso, na tarde de ontem, ao projeto de revitalização do Ver–o –Peso. Entretanto, não foi a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) quem fez a apresentação, e sim o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que analisa a proposta da gestão municipal.
O grupo de feirantes que participou da reunião com o Iphan não aprovou o projeto. Segundo o representante do setor de industrializados do Ve-o-Peso, Dalci Cardoso, o que está sendo analisado pela instituição não agrada a categoria. “Não comunicaram com clareza as intenções”, afirma. 
O feirante explica que, atualmente, todos os setores da feira são organizados. No entanto, com a revitalização, muitos segmentos ficarão distantes, uma realidade diferente do que a população já está acostumada. Cardoso, que trabalha há cerca de 20 anos no mercado, acredita que a reforma deveria ser feita mantendo as características da feira. “Diante do caos na saúde e no trânsito, agora ele (prefeito Zenaldo Coutinho) quer ‘livrar a cara dele’ no Ver-o-Peso. Estamos indignados.” 
Osvaldina da Silva Ferreira trabalha há 35 anos na feira vendendo refeição. Ela conta que cada trabalhador constrói sua clientela e tem a banca registrada. No entanto, segundo ela, o projeto da Prefeitura trará prejuízos a todos os trabalhadores. “Todo mundo é a favor da reforma, mas com o projeto ninguém concorda.” 
PREJUÍZO
Para Osvaldina, a qualidade das vendas vai diminuir se a revitalização for feita da forma como quer a Prefeitura. “Feira tem de ser aberta, inclusive é o nosso cartão postal. Agora eles querem fazer igual um galpão”, reclama. 
De acordo com a superintendente do Iphan no Pará, Maria Dorotéa de Lima, até o fim da análise, prevista para março, haverá reuniões com os feirantes para que eles venham a contribuir com o projeto de revitalização. “O Iphan vai se empenhar para que todos sejam ouvidos”, afirma Dorotéa. A equipe que analisa o projeto é formada por especialistas em arquitetura, antropologia e arqueologia.