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domingo, 28 de agosto de 2016

Walter Bandeira completaria 75 anos este mês


Walter Bandeira completaria 75 anos este mês  (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Ele nasceu no dia 31 de agosto de 1941 para ficar conhecido como a grande voz do Pará. Mas Walter Bandeira foi mais que cantor. Foi também locutor, pintor, ator, professor, bacharel em Filosofia e poliglota fluente em francês. Começou sua vida artística cantando em uma boate no fim da década de 1960 e acompanhou o início da carreira de cantoras como Jane Duboc e Leila Pinheiro. A saudade de sua exuberância sobre o palco, sua delicadeza na pintura e sua amizade incondicional fizeram com que familiares e amigos dessem vida ao projeto “Walter 75”, que, ao longo deste ano, realizará uma série de eventos em sua homenagem.
“A gente se conheceu para ficar amigo por volta de 2002. Posso dizer que nossa amizade não foi tão antiga, mas muito intensa”, declara a arqueóloga Edithe Pereira, responsável por filmar e fotografar várias apresentações do cantor. “Sinto falta das conversas. A gente varava a madrugada assim.”
PROJETO “WALTER 75”
Edithe acabou coordenando o projeto “Walter 75” junto com a arquivologista Nazaré Lima, que foi também figurinista durante muito tempo do grupo Cena Aberta e teve convivência de muitos anos com o lado ator de Walter. As duas estavam catalogando as suas pinturas em aquarela desde 2014 e, ao relembrarem que em breve ele completaria 75 anos, decidiram por em prática algumas ideias de homenageá-lo, iniciando por uma exposição dessas obras.
“As próprias aquarelas que ele pintava, às vezes ele jogava e dizia: ‘Ah, fica com essa porcaria, tá horrível!’, mas ele sabia que era multitalentoso”, recorda, Edithe, com saudade. “Agora veio a ideia de mostrar esse lado pouco conhecido dele”, comenta Edithe.
As pinturas foram enviadas pela filha do cantor, Simone Bandeira, ao apartamento de Nazaré. “O que ele deixou precisa ser visto e conhecido por essa nova geração que está chegando, que não o conheceu ou não conheceu o artista completo que ele era”, diz Simone.
PALCOS VAZIOS
Após a morte, em junho de 2009, aos 67 anos de idade, a voz e as performances de Walter Bandeira que sempre atraíam grande público também deixaram nos palcos um vazio nunca superado. Passou por eles com a banda musical Quinteto Sam & Walter Bandeira, que criou nos anos 1970 com o pianista Leslie “Sam”. Foi crooner dos pianistas Guilherme Coutinho e Álvaro Ribeiro. Fez sucesso na década de 1980 com o grupo Gema. Apresentou-se inúmeras vezes no Teatro Waldemar Henrique, onde fez “Assim”, um de seus shows mais memoráveis. Como ator, além dos palcos, passou pelo set de vários filmes, incluindo o longa “Lendas Amazônicas” (1998), ao lado de Cacá Carvalho e Dira Paes.

Aquarelista de mão cheia
Um artista de muitas facetas, a exposição “Walter Bandeira – O Canto das Aquarelas”, aberta até o dia 29 de setembro, no Museu da UFPA, vem mostrar o lado mais delicado do paraense que era uma verdadeira explosão sobre os palcos. A mostra conta com 60 aquarelas que apresentam temas variados e cuja visitação é acompanhada de uma trilha sonora do cantor.
Uma parte das obras expostas ficará sob a guarda do museu e outras poderão ser adquiridas pelos interessados em ter em casa o lado artista plástico de Walter Bandeira, que chegou a produzir cerca de 200 pinturas ao longo da vida. Generoso, o artista presenteava os amigos com suas obras, mas a maioria nunca saiu do seu espaço de criação.
“É uma produção interessante, porque difere muito do perfil que a gente conhece dele nos palcos, de pessoa exuberante, irreverente, uma maneira de se expor que não é como se mostra nas aquarelas: delicado, sutil, com cores discretas na maior parte delas e com grande domínio do desenho, embora a maior parte seja baseada em algo mais abstrato”, detalha Jussara Derenji, diretora do Museu da UFPA.

PARA RELEMBRAR
Show
Dia 31, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, com direção musical do contrabaixista Adelbert Carneiro, o show vai contar com a participação de cantores e músicos que atuaram com Walter, como Andréa Pinheiro, Lucinnha Bastos, Mahrco Monteiro, Eloi Iglesias e Luiz Pardal.

Livro
O livro “Walter e Gema” está previsto para ser lançado em novembro deste ano. A obra, de autoria do professor Advaldo Castro Neto, conta a carreira do cantor no período de 1981 a 1992, com o Grupo Gema, formado por Nego Nelson, Bob Freitas, Dadadá, Kzan Gama e Sagica.
Discografia
Será feita a remasterização do LP “Walter Bandeira” e lançado em CD. Além deste, o CD “Guardados & Perdidos”, de Walter Bandeira e Paulo José Campos de Melo, será reeditado. O álbum traz composições de Chico Buarque, João Bosco, Jacques Brel e do próprio Walter.

Cartuns
Em setembro, a Casa das Artes, da Fundação Cultural do Pará, também deve receber uma mostra com diversos artistas homenageando o cantor com cartuns e caricaturas.

Doc
A TV Cultura está produzindo um documentário – que já tem um trecho sendo exibido na exposição no Museu da UFPA – no qual reúne entrevistas do cantor, entre outros registros de sua carreira como repórter.

PARA ENTENDER
Exposição “Walter Bandeira - O Canto das Aquarelas”

Quando: Até 29 de setembro, de segunda a sexta, das 8h às 18h. Onde: Museu da UFPA (Governador José Malcher, 1192, esquina da Generalíssimo Deodoro). Quanto: Entrada franca.

Batida paraense faz sucesso na pista


Batida paraense faz sucesso na pista (Foto: Divulgação)
DJ Mam tem diversas parcerias com paraenses e já teve uma música remixada por Waldo Squash (Foto: Divulgação)
Já é reconhecido o espaço que a música paraense ganhou dentro e fora do país com nomes como Dona Onete e Gaby Amarantos, mas existe um segmento musical que tem cada vez mais adeptos da nossa peculiar batida dançante: a música eletrônica. DJs de todos os cantos do Brasil começam estão incluindo músicas paraenses nas suas mixagens, ou mesmo criando suas batidas inspirados em elementos do carimbó, do siriá e até do retumbão de Bragança.
Entre os destaques nacionais, temos o DJ Mam (RJ), que chegou a fazer parcerias com os músicos paraenses Marco André, o Trio Manari e Silvan Galvão, percussionista radicado no Rio de Janeiro e que em breve deve ter um carimbó de sua autoria remixado pelo DJ carioca.
“A primeira música que identifiquei como ‘paraense’ foi quando eu era muito criança. Era ‘Sinhá Pureza’, do Pinduca. Dancei eesa música na escola misturada com coisas de quadrilha junina, ou seja, eu já conheci a música do Pará a partir de uma mistura. E anos depois, com a Gaby e o tecnobrega”, conta o DJ.
No disco “Sotaque Carregado”, no qual DJ Mam se propunha a trazer diversos ritmos do Brasil somados à música eletrônica, o Pará não teve como ficar de fora. “O coprodutor do disco era também co-produtor do Trio Manari, conhecia meu interesse pela cultura do Pará e me convidou para compor uma música para o disco deles. A minha ideia foi fazer um diálogo entre o samba do Rio e o carimbó do Pará, e nasceu a música ‘Sambarimbó’, que depois eu remixei para o meu disco”, explica.

Sotaque carregado
Para internacionalizar essa conexão Rio-Pará, DJ Mam afirma que não podia existir ferramenta melhor que a música eletrônica. “Ela serve como veículo para apresentar ao mundo a música brasileira”, defende. E parece que esse “veículo” é mesmo eficaz.
DJ Deeplick, conhecido por trabalhos com Shakira e Claudia Leitte, em 2014 remixou “Sambarimbó” e ela foi parar em disco do selo dinamarquês Music for Dreams. Em 2015, Mam incluiu esta versão de Deeplick no álbum “Sotaque Carregado”, indicado ao Prêmio da Música Brasileira.
O DJ alemão Daniel Haaksman tem um remix para “Problema Seu”, de Felipe Cordeiro, e os ingleses do Pet Shop Boys lançaram este ano o álbum “Super”, com a faixa “Twenty-Something” no ritmo do tecnobrega.
Mam ainda aguarda ansiosamente autorização de Dona Onete para um remix da música “Jamburana” e muito se emociona com o remix de “Streap Cabocla”, de sua autoria. “Eu a fiz toda inspirada no tecnobrega do Waldo Squash. Chamei o Uaná System (projeto de Waldo com Luan Rodrigues) para remixá-la e, quando ouvi a versão deles, chorei muito”, conta o carioca.

CONHEÇA OUTROS DJS BRASILEIROS QUE CURTEM UMA BATIDA DIFERENTE

 Banguês e Marujada
Músico, pesquisador, produtor, filho de paraense, DJ Tudo (SP) não só inclui vários ritmos à sua atuação como DJ, mas realmente desenvolve um trabalho de registro de músicas tradicionais. Ele costuma vir muito a Cametá e se diz um apaixonado pelos bois paraenses, o samba de cacete e o banguê. Entre as muitas pesquisas de ritmos que já fez por aqui, pode-se incluir ainda os ritmos que compõem a tradicional festividade da Marujada de Bragança.

Beats Tropicais
Músico, sound designer e pesquisador, DJ Tide (SP) sempre teve grande interesse pela cultura popular das regiões tropicais. Entre seus remixes está “Stream Carimboss”, uma releitura de “Sinhá Pureza”, e a toada “Eu Não Sou Norte-Americano”, do paraense Mestre Cardoso, que na gravação ainda inclui arranjo e flauta do paraense Fábio Cavalcante, além de banjo e vocal de Allan Carvalho.

Unidade oncológica faz ação de combate ao tabagismo em Tucuruí

A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr Vitor Moutinho (Unacon) promoverá campanha em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Tabagismo nesta segunda-feira (29), em Tucuruí, no sudeste do Pará.
A ação é organizada pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) tem objetivo de conscientizar a população sobre os perigos do fumo que causa não apenas transtornos mentais e comportamentais, como também a principal causa de adoecimentos e mortes precoces no mundo.
De acordo com a enfermeira oncologista Juliana Lima Oliveira, o fumo está associado à mortalidade por diversos tipos de câncer e é responsável por 90% das mortes nesse tipo de ocorrência no Brasil.
“É nosso papel evidenciar os perigos do fumo e suas doenças associadas. Cerca de 30% dos cânceres não existiriam mais se as pessoas deixassem de fumar”, informou.
Na segunda-feira, uma palestra que discutirá a ações de combate do tabagismo, além dos seus malefícios à saúde, acontecerá de 14h às 17h no Unacon. Às 15h, alunos da Escola de Ensino Fundamental “Rui Barbosa” participaram de palestra em sala de aula, ministrada por membros da equipe de enfermeiros da Uncon.

Evento do Dia Nacional de Combate ao Tabagismo acontece em Belém

A Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) promove na manhã desta segunda-feira (29) um evento para comemorar o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo na praça Batista Campos, em Belém. A secretaria realizará atividades e orientações à população para combater o tabagismo.
De acordo com os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de 2015, o Pará possui 380 mil fumantes. O empresário Celso Castro pertencia ao índice do SUS há seis meses, ele fumava duas carteiras de cigarro ao dia e decidiu parar quando percebeu que não estava mais conseguindo realizar tarefas de rotina relativamente fáceis.
“Subir um lance de escadas era quase impossível, e hoje é fácil quase como andar. E aí você vai sentindo a mudança do teu corpo com a mudança de hábito”, disse o empresário. “E um habito que traz muitos malefícios”, concluiu.
De acordo com a pneumologista Fátima Amine, o risco de o fumante desenvolver câncer pulmonar é 10 vezes maior que um não fumante, além de contrair uma série de doenças relacionadas ao trato respiratório.
“Está sujeito a um grande risco de câncer, de enfisema pulmonar, doenças cardiorrespiratórias e isquêmicas”, afirmou a pneumologista
O evento de combate ao tabagismo está programado para iniciar às 9h de segunda, na praça Batista Campos, em Belém.

Ver-o-peso, ver as frutas, ver as pessoas...


Ver-o-peso, ver as frutas, ver as pessoas... (Foto: Rogério Uchôa)
(Foto: Rogério Uchôa)
"A canoa traz o homem / a canoa traz o peixe / a canoa tem um nome / no mercado deixa o peixe /(...) Ver o homem/ vera morte/ vero peso”. Assim como no poema do paraense Max Martins, aportar no Ver-o-Peso, em Belém, é encontrar um local cheio de ricas histórias, sobretudo dos que lá trabalham, seja na Feira do Açaí, nos mercados de ferro e de carne, ou em outros espaços do complexo. 
Maior feira ao ar livre da América Latina, o Ver-o-Peso nasceu como um entreposto fiscal no século XVII, em uma área que era formada pelo então igarapé do Piri. Ali, com base no peso dos produtos, eram tributadas todas as mercadorias que chegavam à cidade, ficando conhecido como ‘Casa de Haver o Peso’. A partir dali, a importância econômica e histórica do Ver-o-Peso para o Pará só cresceram. De tão conhecido, virou ponto turístico de Belém. Saiba a história de algumas pessoas que lá trabalham.

Abandonado, Conjunto virou "Terra de Ninguém"


Abandonado, Conjunto virou
(Foto: Divulgação)
O residencial Aruan ia beneficiar 700 famílias do município de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém. Financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida, a obra deveria ter sido entregue há 5 meses. Deveria. O fato é que, até hoje, a construção está parada e não há nenhuma previsão para que os moradores possam realizar o sonho da casa própria. O condomínio, feito em parceria pela Prefeitura, Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades, traz as marcas do abandono, com materiais se deteriorando e mato alto por todo o lado. 
O empreendimento foi lançado com festa promovida pelo prefeito Antônio Carlos Vilaça (PSC), no dia 26 de setembro de 2014, e ocupa um quarteirão inteiro da PA-151 (rodovia Moura Carvalho), naquele município. Quase 2 anos depois, o que se vê são 112 casas inacabadas e que hoje servem de depósito de material de construção que deveria ter sido utilizado nas unidades.
No local, 3 tratores estão se deteriorando sem nenhuma utilização. O mesmo ocorre com uma usina de preparo para argamassa. Há vários contêineres vazios. Em razão do abandono, duas invasões surgiram e aumentam ao redor do terreno. Dos quase 300 funcionários que atuavam nas obras, restaram apenas dois vigias e um encarregado, que, segundo os próprios, estão sem receber salário há 9 meses.
Em nota, a Secretaria de Assistência Social de Barcarena informou que é responsável apenas pela seleção de famílias que tenham perfil para o programa e que a obra é responsabilidade do Ministério das Cidades e Caixa Econômica. Segundo a prefeitura, a coordenação municipal do Programa Minha Casa Minha Vida entrou em contato com a Caixa Econômica no último dia 2 de agosto e informou que está rescindindo o contrato com a empresa responsável.

Memória do Pará está em ruínas


Memória do Pará está em ruínas (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)

Destruído. É este o estado do memorial em homenagem ao ex-governador do Pará, Magalhães Barata, localizado no bairro de São Brás, em Belém. O museu, que foi abandonado e fechado ao público, hoje não tem vidraças nas janelas nem porta. Dentro, o cenário parece de guerra. O odor é fétido, oriundo de dejetos humanos.
O monumento, que por anos guardou os restos mortais do político paraense, hoje serve de moradia para pessoas em situação de risco. O Memorial Magalhães Barata, também conhecido como Chapéu do Barata, foi inaugurado em 1989, em comemoração ao centenário do nascimento do ex-governador e, por um período, foi um museu aberto à visitação. Tempos depois, ficou fechado.